- Você? De novo?
- Eu é que digo isso! Está me seguindo, é?
- Em todas as festas encontro você...
- E você me dá um puta abraço, como se fôssemos amigos de longa data ...
- E você corresponde! Tal qual uma amiga de longa data.
- O que faz aqui?
- Pergunto o mesmo.
- Está em todas, hein?
- Estamos sempre circulando por esse mundinho...
- Tem razão.
- Você está melhor?
- De quê? Agora vai me dizer que me conhece tão profundamente que sabe quando estou melhor ou pior?
- Agora você vai me dizer que perdeu a memória? Mas entendo, a bebida faz essas coisas...
- Do que está falando, Jonas?
- Já falei que o meu nome não é Jonas...
- Não quero saber! Pra mim será sempre Jonas. Você tem cara de Jonas.
- Naquele dia você estava muito louca. Pra variar... Misturou tudo. Fiquei até preocupado.
- Foi o dia em que você me viu levar um fora?
- Não, esse dia foi quando nos tornamos amigos.
- Nós não somos amigos, Jonas. Só nos encontramos algumas vezes em festas, shows e bares. E sem combinar! Nem tenho o seu telefone!
- Mas basta me encontrar em uma dessas noites para você dar gritos de felicidade, me abraçar e ficar dançando e bebendo comigo. Depois conta várias coisas da sua vida.
- Jonas, você não sabe nada da minha vida!
- Você não acredita em casamento, detesta homens que mandam mensagens em vez de ligar e vive falando mal dos blasés da Zona Sul. Mas adora músicos.
- De onde você tirou isso, hein?
- De algumas horas de conversa com você pelas noites urbanas.
- Você disse que sabia que eu era carioca pelos pés... Disse que as cariocas não usam salto alto pra sair à noite e que em Minas não é assim. Agora me lembrei como nos conhecemos!
- Você estava dançando, meio doida. Errava toda a letra da música. Eu disse que você estava cheia de segundas intenções com o seu esmalte preto. Daí, você me largou na pista e falou que ia correr atrás das tais segundas intenções!
- Você ficou chateado?
- Não se lembra? Depois de um tempo te encontrei do lado de fora, no bar. O cara que você estava a fim ficou a noite inteira te olhando e quando você foi puxar assunto, ele disse que ia pra casa.
- Malditos blasés!
- Viu?
- Jonas, você não deveria acreditar em tudo o que eu digo!
- Você ficou com muito ódio naquela noite e veio se lamentar comigo.
- E a gente havia acabado de se conhecer... Mas você reencontrou um caso antigo naquele dia. Eu vi!
- Foi legal. Mas não temos afinidades, entende?
- Sei como é.Toma uma vodka comigo?
- Por que não? Mas diga: como está essa vida louca?
- Jonas, já falei que não somos amigos! E não venha com essa não, pois não vou contar nada da minha vida pra você! Nada!
- Eu é que digo isso! Está me seguindo, é?
- Em todas as festas encontro você...
- E você me dá um puta abraço, como se fôssemos amigos de longa data ...
- E você corresponde! Tal qual uma amiga de longa data.
- O que faz aqui?
- Pergunto o mesmo.
- Está em todas, hein?
- Estamos sempre circulando por esse mundinho...
- Tem razão.
- Você está melhor?
- De quê? Agora vai me dizer que me conhece tão profundamente que sabe quando estou melhor ou pior?
- Agora você vai me dizer que perdeu a memória? Mas entendo, a bebida faz essas coisas...
- Do que está falando, Jonas?
- Já falei que o meu nome não é Jonas...
- Não quero saber! Pra mim será sempre Jonas. Você tem cara de Jonas.
- Naquele dia você estava muito louca. Pra variar... Misturou tudo. Fiquei até preocupado.
- Foi o dia em que você me viu levar um fora?
- Não, esse dia foi quando nos tornamos amigos.
- Nós não somos amigos, Jonas. Só nos encontramos algumas vezes em festas, shows e bares. E sem combinar! Nem tenho o seu telefone!
- Mas basta me encontrar em uma dessas noites para você dar gritos de felicidade, me abraçar e ficar dançando e bebendo comigo. Depois conta várias coisas da sua vida.
- Jonas, você não sabe nada da minha vida!
- Você não acredita em casamento, detesta homens que mandam mensagens em vez de ligar e vive falando mal dos blasés da Zona Sul. Mas adora músicos.
- De onde você tirou isso, hein?
- De algumas horas de conversa com você pelas noites urbanas.
- Você disse que sabia que eu era carioca pelos pés... Disse que as cariocas não usam salto alto pra sair à noite e que em Minas não é assim. Agora me lembrei como nos conhecemos!
- Você estava dançando, meio doida. Errava toda a letra da música. Eu disse que você estava cheia de segundas intenções com o seu esmalte preto. Daí, você me largou na pista e falou que ia correr atrás das tais segundas intenções!
- Você ficou chateado?
- Não se lembra? Depois de um tempo te encontrei do lado de fora, no bar. O cara que você estava a fim ficou a noite inteira te olhando e quando você foi puxar assunto, ele disse que ia pra casa.
- Malditos blasés!
- Viu?
- Jonas, você não deveria acreditar em tudo o que eu digo!
- Você ficou com muito ódio naquela noite e veio se lamentar comigo.
- E a gente havia acabado de se conhecer... Mas você reencontrou um caso antigo naquele dia. Eu vi!
- Foi legal. Mas não temos afinidades, entende?
- Sei como é.Toma uma vodka comigo?
- Por que não? Mas diga: como está essa vida louca?
- Jonas, já falei que não somos amigos! E não venha com essa não, pois não vou contar nada da minha vida pra você! Nada!