- Você só dança, é?
- Não, imagina! Eu também faço psicanálise, bebo mate diet, gosto de tomar Bohemia, leio muito sobre esoterismo e pratico boxe tailandês.
- Não, imagina! Eu também faço psicanálise, bebo mate diet, gosto de tomar Bohemia, leio muito sobre esoterismo e pratico boxe tailandês.
- Calma, só estou falando isso porque você está dançando há um bom tempo. Estou te sacando. É só uma observação.
- Estou em um show! O que queria que eu fizesse?
- Estou em um show! O que queria que eu fizesse?
- Fiquei analisando o seu jeito de dançar. Tem algo de solitário.
- Era só o que me faltava... No final do show e a essa hora da madrugada ter que ouvir isso. Estou aqui, com meus amigos, fazendo um esforço enorme para falar com você, gritando para que me escute, tentando ser educada...
- Você parece com as mulheres da DDK.
- Por que você também não aproveita o show? Não estou a fim de papo, ainda mais com essa música... Você não quer competir com o Lobão, quer?
- Na DDK, as mulheres ficam com esse olhar como o que você faz na hora de dançar. Existe uma melancolia na expressão delas. Também usam esmalte vermelho como o seu.
- Sei...
- O seu cabelo curto é típico das mulheres da DDK.
- Que ótimo...
- Frequentei muitos anos a DDK. Você já foi lá?
- Não. Nunca fui à DDK.
- Tem tatuagem?
- Não, não tenho tatuagem. Satisfeito?
- Eu tenho duas. Só saio pra rua se for para ouvir rock. É a única coisa que me tira de casa. Sou antissocial.
- Estou vendo...
- Na DDK tinha uma mulher que usava uma calça de onça e só gostava de gothic rock. Sempre ficava na pista de cima. Ela se chama Amanda. É ruiva, mas parece com você... Usava uma pulseira igual a sua.
- Mas eu não me chamo Amanda, nunca pintei o cabelo de vermelho, não conheço a DDK e tampouco o gothic rock.
- Uma coisa que eu gostava muito na DDK eram as projeções de filmes expressionistas. Uma puta onda. Um lugar bem vanguarda.
- Desculpe, não me leve a mal, mas esse papo está me consumindo. Na verdade, gostaria de tentar curtir o restante do show...
- Você ia gostar da DDK. Pena que acabou. Eles podiam voltar com outras edições.
- Podiam mesmo. Se houvesse uma edição hoje da DDK, certamente você estaria nela. E eu poderia estar curtindo mais o fim do show.
- Não! Eu não deixaria de vir ao show do Lobão por causa da DDK. Não é sempre que se tem uma apresentação como essa, mais intimista.
- Pois, é. Justamente por isso eu gostaria de aproveitar mais, se você me permite...
- Ouvi uma conversa de que deve ter a DDK em agosto.
- Ah, é? Quem sabe a gente não se esbarra lá, né? Depois desse papo, acho que vai ser difícil eu esquecer da DDK... Aliás, é mais fácil eu lembrar da DDK do que do próprio show... o Lobão chegou a tocar Presidente Mauricinho?
- Não.
- Pena... Acabou! Não acredito! Mas ele tem que voltar para o palco. Tem que tocar a saideira!
- Fique tranquila que vai voltar.
- Bis! Bis! Bis! Volta! Volta! Volta! Mais uma, mais uma, mais uma!
- Viu? Ele sempre volta! Não é Presidente Mauricinho, mas essa canção também tem o seu valor.
- Verdade.
- Vou deixar você à vontade, então...
- Cool!
- Foi um grande prazer.
- O prazer foi meu...
- Você vai fazer sucesso na DDK.
- Memorável DDK...
- Tomaz. Esse é o meu nome.
- Pode me chamar de Nina.
- Tchau.
- Tchau.
- Na DDK, as mulheres ficam com esse olhar como o que você faz na hora de dançar. Existe uma melancolia na expressão delas. Também usam esmalte vermelho como o seu.
- Sei...
- O seu cabelo curto é típico das mulheres da DDK.
- Que ótimo...
- Frequentei muitos anos a DDK. Você já foi lá?
- Não. Nunca fui à DDK.
- Tem tatuagem?
- Não, não tenho tatuagem. Satisfeito?
- Eu tenho duas. Só saio pra rua se for para ouvir rock. É a única coisa que me tira de casa. Sou antissocial.
- Estou vendo...
- Na DDK tinha uma mulher que usava uma calça de onça e só gostava de gothic rock. Sempre ficava na pista de cima. Ela se chama Amanda. É ruiva, mas parece com você... Usava uma pulseira igual a sua.
- Mas eu não me chamo Amanda, nunca pintei o cabelo de vermelho, não conheço a DDK e tampouco o gothic rock.
- Uma coisa que eu gostava muito na DDK eram as projeções de filmes expressionistas. Uma puta onda. Um lugar bem vanguarda.
- Desculpe, não me leve a mal, mas esse papo está me consumindo. Na verdade, gostaria de tentar curtir o restante do show...
- Você ia gostar da DDK. Pena que acabou. Eles podiam voltar com outras edições.
- Podiam mesmo. Se houvesse uma edição hoje da DDK, certamente você estaria nela. E eu poderia estar curtindo mais o fim do show.
- Não! Eu não deixaria de vir ao show do Lobão por causa da DDK. Não é sempre que se tem uma apresentação como essa, mais intimista.
- Pois, é. Justamente por isso eu gostaria de aproveitar mais, se você me permite...
- Ouvi uma conversa de que deve ter a DDK em agosto.
- Ah, é? Quem sabe a gente não se esbarra lá, né? Depois desse papo, acho que vai ser difícil eu esquecer da DDK... Aliás, é mais fácil eu lembrar da DDK do que do próprio show... o Lobão chegou a tocar Presidente Mauricinho?
- Não.
- Pena... Acabou! Não acredito! Mas ele tem que voltar para o palco. Tem que tocar a saideira!
- Fique tranquila que vai voltar.
- Bis! Bis! Bis! Volta! Volta! Volta! Mais uma, mais uma, mais uma!
- Viu? Ele sempre volta! Não é Presidente Mauricinho, mas essa canção também tem o seu valor.
- Verdade.
- Vou deixar você à vontade, então...
- Cool!
- Foi um grande prazer.
- O prazer foi meu...
- Você vai fazer sucesso na DDK.
- Memorável DDK...
- Tomaz. Esse é o meu nome.
- Pode me chamar de Nina.
- Tchau.
- Tchau.
Acho que ela gostou dele... Aline
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