quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Tempo

A poesia acabou em Laranjeiras.
 
Sim, as poesias chegam ao fim,
 
mesmo nos lugares inimagináveis,
 
que transpiram e inspiram versos.
 
Ficam os fragmentos,
 
café-com-leite com mais café, 
 
flores do vestido azul marinho,
 
mesa cativa na calçada,
 
o seu olhar estrangeiro 
 
de um bairro bucólico,
 
que não se parece com a grande cidade
 
e onde a natureza nos acordou.
 
Sim, a poesia também deu um tempo
 
e talvez com o tempo volte
 
em Laranjeiras.

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