sábado, 17 de dezembro de 2011

Inquietos

Catete, Largo do Machado, Laranjeiras,

Café-da-manhã, exposição,

Capuccino gelado para dois,

Planos imediatos,

agora, hoje, não dá para esperar,

Rascunhavam um futuro,

nós, talvez, quem sabe,

O desejo não pode ser adiado,

O depois é o próximo minuto,

que, quando generoso,


para por instantes

pelos corajosos

que arriscam a precariedade da paixão.

Sabiam das contradições um do outro

e isso os tornava mais humanos.

Passeavam de mãos dadas

pelas ruas sujas,

personagens,

riam das pessoas de óculos

descolados na Zona Sul,

tinham sua própria trilha,

que cantavam junto com Otto.

Os dois, sem máscaras,

no meio da cidade,

decadente,

pura poesia.

Cada um na beleza de sua imperfeição.

Um comentário:

  1. Nessa,
    Estou adorando os textos continue mandando:)!!!
    Vc escreve tão a nossa geração, nossas vivências, pensa em vc escrever roteiros, sua linguaguem é bem cinema urbano ,cotidiano, pense nisso:)
    bjs,
    Elze Maria

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